Pular para o conteúdo

Skate + Criatividade é igual à…

Banks, Bowl, Downhillspeed, Downhillslide, Freestyle, Longboard dancing, Mega rampa, Mini ramp, Park, Pool, Pushrace, Slalom, Street e Vertical, todas estas nomenclaturas, demonstram a grande variedade de prática do skate. Apesar da diversidade, apenas duas modalidades serão disputadas nos Jogos de Tóquio, em 2020: o Street e o Park. A Confederação Brasileira de Skate (CBSK) já está auxiliando no preparo dos atletas e recentemente divulgou os nomes dos esportistas que formaram a primeira seleção brasileira de skate, um marco na história do esporte.

A multiplicidade de modalidades de disputa chegou a ser um problema no passado recente do skate, pois a falta de padronização dificultava a criação de um rank nacional. Por isso, desde 2004, o Conselho OldSchool da CBSK tem estabelecido a normatização da nomenclatura das modalidades de skate. Atualmente são 14 que se distinguem entre gênero, idade e nível técnico. Contudo, é inegável que o lugar mais cobiçado é o de profissional, feminino e masculino, quando o skatista atinge o ápice do seu desempenho técnico e passa a ser remunerado como atleta, podendo concorrer a premiações em dinheiro das competições oficiais do esporte. A cada ano, os atletas interessados em profissionalizar, se inscrevem junto a CBSK no mês de novembro e, aprovados, ficam aptos para atuarem como profissionais a partir de janeiro do ano seguinte. Vamos conhecer abaixo um pouco mais sobre cada modalidade:

STREET
Com a crise financeira vivida pelo skate norte-americano em 1980, diversas pistas particulares fecharam. O jeito foi buscar obstáculos nas ruas para manter o skate vivo. Como as cidades são, na verdade, imensos skateparks, a modalidade rapidamente se popularizou pelo mundo. Hoje existem diversas pistas que simulam escadarias, corrimãos, meios-fios, bancos e outros elementos da arquitetura urbana para que os praticantes exibam suas habilidades. Pela popularidade e quantidade de praticantes, foi uma das modalidades escolhidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para fazer parte na disputa dos Jogos de Tóquio, em 2020.

PARK
Mescla, em uma pista elementos de diversas outras modalidades, como o bowls, pool, banks e street. Exige técnica dos seus praticantes, que precisam dominar habilidades de solo e de vertical. A estética acrobática das manobras, que empolga o público, fez o Comitê Olímpico Internacional (COI) também incluir esta modalidade na disputa do skate olímpico.

DOWNHILL SPEED E DOWNHILL SLIDE
No downhill, a diversão do praticante está na liberdade de desafiar os limites da velocidade nos terrenos de declive. No caso do downhill speed o importante é descer a ladeira o mais rápido possível. O praticante pode atingir altas velocidades, superiores a 100km/h. Ainda existe o downhill slide, onde o seu objetivo não é ser o mais rápido, mas aproveitar a descida para fazer manobras de derrapagem, podendo ou não colocar as mãos e os joelhos no chão.

BOWL
Em um período de estiagem nos Estados Unidos, na década de 1970, piscinas de concreto esvaziaram e se tornaram palco cobiçado para a prática do skate. O concreto liso ajudava as rodinhas a deslizarem com maior suavidade e a inclinação nas extremidades da piscina era convidativa para a realização de manobras. As piscinas norte-americanas são arredondadas, formato de bacia, para evitar o congelamento da água durante o inverno. O bowl pode ser considerado precursor da modalidade vertical, pois foi o início das manobras aéreas. Hoje, as pistas construídas para a prática do bowl tem parede de 3 a 4m de altura e ainda recebem um tubo de metal na borda, chamado de coping, para ajudar o praticante a deslizar o skate pelas bordas da “piscina”.

POOL
O pool é uma variação mais difícil do bowl, isto é, praticado em piscinas de concreto com maior inclinação nas bordas – cavidade de transições menos arredondadas e mais próximas de 90º. Devido as paredes serem bastante verticais, costuma não ser muito profunda, altura máxima próxima de 2,70m.

BANKS

Pode ser considerada uma variação do Bowl, pois tem prática muito semelhante. No entanto, não conta com parede vertical e a altura da pista, geralmente, é limitada a 2,50m. Devido a suas proporções menores e a própria possibilidade de construção da pista de madeira, foi uma modalidade que se tornou bastante popular nos centros urbanos brasileiros, durante a década de 1980.

FREESTYLE
Ou estilo livre foi uma das primeiras modalidades do skate. Nela, o praticante realiza diversas manobras sobre o skate, sem o uso de obstáculos, apenas usando os movimentos plásticos e acrobáticos do corpo. É quase uma dança sobre o skate. Esta foi uma modalidade bastante popular nos primórdios do skate, mas acabou perdendo espaço na década de 1990 para a modalidade street.

LONGBOARD DANCING
Para muitos, a modalidade é um desdobramento do freestyle dos anos 1980, trazendo como elemento novo o jogo de corpo e plasticidade da dança sobre o shape. Com a evolução tecnológica recente, os longboards ganharam eixos que permitem maior angulação e estabilidade ao praticante, o que tornou possível transformar o skate em movimento em palco para a dança. O coletivo de garotas cariocas Guanabara Boards tem se destacado nessa prática, inclusive na produção de vídeos e divulgação da modalidade no cenário nacional.

SLALOM
Utiliza um skate mais estreito e menor que os “tradicionais” para garantir uma boa mescla de velocidade e agilidade. Consiste no praticante passar por vários cones alinhados, fazendo zigue-zague, tentando ser o mais rápido possível, mas sem derrubá-los. A queda dos cones contabiliza uma falta ao praticante, por isso exige concentração e perícia sobre o shape.

PUSHRACE
Corrida de rua realizada sobre o skate. Com o “boom” das corridas pelas principais capitais brasileiras, na década de 2000, o skate logo ganhou sua versão de percurso de longa distância – endurance. O praticante precisa ter resistência para percorrer a distância da prova no menor tempo. Como é uma modalidade nova, ainda são poucas as competições e não existe um skate específico para a sua prática. O importante para o praticante é ter uma boa remada.

VERTICAL
Surgida nos Estados Unidos, na década de 1980, a modalidade vertical foi uma das responsáveis por colocar o skate no rol dos esportes radicais. Sua pista em formato de U, chamado de half-pipe, tem parede com altura mínima de 3,5m, o que traz altitude e risco de queda para as manobras. O Brasil tem atletas de destaque internacional nesta modalidade, como o padrinho do projeto Academia do Skate, Sandro Dias – “Mineirinho”.

MEGA-RAMPA
Trata-se de uma rampa com mais de 100m de comprimento e 30m de altura, onde o atleta desce (dropa) do ponto mais alto da rampa, salta sobre um vão (gap) e cai sobre uma outra rampa que termina em uma parede de half-pipe. O atleta tem a oportunidade de executar pelo menos duas manobras em cada descida. Foi criada por Danny Way e atualmente é uma das principais atrações do X Games, a competição dos esportes radicais.

MINI-RAMP (MINI RAMPA)
É uma variação dos half-pipes, mas com altura de até 2,5m. É uma das modalidades mais democráticas do Skate, pois é praticada por adeptos de Street, Vertical, Banks, Longboard e Downhill, por crianças e adultos. Há quase duas décadas, é o segundo tipo de rampa mais construída no Brasil, perdendo apenas para as pistas de Street. É a pista trabalhada nas atividades da Academia do Skate.

Marcações:

1 comentário em “Skate + Criatividade é igual à…”

  1. Boa noite

    Ótima matéria, ainda mais por ter incluído a modalidade Skate de Longa Distância.

    Júlio Eduardo Pereira de Souza
    Skatista Federado na Federação Paulista de Skate (FPS)
    Membro da The IDSA (International Distance & Supercross Association)
    Organizador do Grupo: LDS-SP (Skate de Longa Distância-Long Distance Skateboarding)
    https://www.instagram.com/ldssaopaulo/
    https://www.instagram.com/lds_brasil/
    https://sites.google.com/view/ldsnobrasil/in%C3%ADcio
    https://www.instagram.com/jepseventosesportivos/
    https://sites.google.com/view/eventoskatelongadistancia-sp/in%C3%ADcio?authuser=0

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *